Jack Ma contra falsificações no Alibaba

Alibaba iniciou processo de US$ 201.631 (R$ 648 mil) por “violação de contrato e da boa vontade”

O problema é que os produtos falsificados, hoje, têm mais qualidade e preços melhores que os verdadeiros.

Jack Ma contra a pirataria

A resposta do criador e fundador da empresa Alibaba, responsável pelo AliExpress, não poderia ter sido mais sincera em relação a pirataria de produtos.
“O problema é que os produtos falsificados, hoje, têm mais qualidade e preços melhores que os verdadeiros”, afirmou, justificando sua afirmação logo depois. “Eles usam as mesmas fábricas, os mesmos materiais, só não usam o nome”.

Apesar de tudo, a Alibaba ainda se compromete a tentar combater a pirataria em suas plataformas. Especificamente no Taobao, a empresa começou a exigir provas de autenticidade dos produtos vendidos por parte dos vendedores. As autoridades chinesas também estão tentando combater o comércio de produtos falsificados.

O fato é que a empresa ficou em maus lençóis depois de ser suspenso da IACC, a Coalizão Internacional Antifalsificação, que combate a pirataria no mundo inteiro. Mais de 250 membros do grupo, que conta com empresas do calibre de Gucci, Michael Kors, anunciaram que deixaram a organização se a Alibaba continuasse como membro.

No dia 5 de Janeiro deste ano o Alibaba iniciou um processo contra dois vendores acusados de usar o sistema para vender itens falsificados. A empresa afirma que os acusados vendiam relógios Swarovski falsos através da plataforma online Taobao — a ação deve servir como precedente para processos semelhantes em um futuro próximo.

No processo, aberto na corte distrital de Shenzend Longgang, a empresa exige que os vendedores Liu Huajun e Wang Shenyi paguem uma multa equivalente a US$ 201.631 (R$ 648 mil) por “violação de contrato e da boa vontade”. Para chegar à acusação, a companhia usou dados relacionados a compras suspeitas de itens falsificados e as ligou às localizações em que os vendedores operavam.

Durante o processo, a Alibaba adquiriu algumas unidades de produtos que foram enviados à Swarovski para atestar sua autenticidade. “Vender produtos falsificados não somente viola nossos termos de serviço, mas também infringe a propriedade intelectual dos detentores do dono da marca, coloca produtos inferiores nas mãos de consumidores e arruína a confiança e reputação do Alibaba com seus consumidores”, afirmou Jessie Zheng.

Fontes: BBC / ZDNET